Falar de como e porquê os nossos filhos Ana Paula e Carlos Eduardo chegaram até nós, pelas vias do destino e do coração, principalmente no que se refira às razões das pessoas que os entregaram aos nossos cuidados paternais e maternais, confiantes de que os amaríamos tanto quanto amamos aos que nós mesmos havíamos gerado, seria invadir histórias que não nos pertencem, e, portanto, não me acho no direito de aqui mencionar quaisquer das circunstâncias que envolveram os eventos específicos do nascimento biológico de uma como do outro. Os motivos e as condições particulares referentes às atitudes tomadas pelas duas pessoas mais diretamente envolvidas nesse processo ficam, assim, devidamente preservados. Importante registrar somente o que representou para nós, para o nosso grupo familiar, a chegada de cada um dos dois bebês muito amados e a inclusão de mais duas datas comemorativas anuais cercadas de muita alegria para todos e de grande satisfação geral.
A Sílvia estava com 10 anos, o André com 13 e a Bia com 15, quando a Aninha chegou, em 02 de julho de 1988, criando aquele clima de euforia em todos da casa. Como já mencionei anteriormente, morávamos na rua Dr. Cassiano e a vó Deloá ainda estava entre nós. Pena ela ter podido curtir tão pouco a netinha por quem se apaixonou à primeira vista e que adorava acolher e embalar em seus braços.
Quando já nos encontrávamos na casa da Marcílio Dias, onde tocávamos a vida em frente, víamos a pequena Ana Paula crescer e desenvolver uma personalidade forte, voluntariosa. Nesse aspecto, aliás, era muito parecida com a Sílvia, mais do que com os outros dois irmãos, Bia e André.
Quando ela estava com 8 anos, em 07 de agosto de 1996, eis que um novo "marujinho" embarca na nossa nau familiar, ganhando o nome de Carlos Eduardo e o apelido carinhoso Dudu, sendo chamado também, em família, de Dúdi.
Pequenino ainda, mostrava-se dono de um sorriso que chamava a atenção, por vir sempre acompanhado de um brilho intenso nos olhinhos, conquistando com muita facilidade a simpatia de todos. A Bia, nesse ínterim, contava com 23 anos e não estava mais em Pelotas, assim como o André, com 21 anos, ela morando em Antônio Prado e ele em Porto Alegre, ainda que não definitivamente, pois faziam seus respectivos estágios, sobre os quais falarei noutra ocasião. A Sílvia, com 18 anos, ainda morava conosco e preparava-se para casar-se. Deu ao maninho um lindo quarto todo branco.
Um detalhe interessante: o Dudu foi o único dos nossos filhos que usou fraldas descartáveis. Até então, além de utilizarmos as tradicionais fraldas de pano, das quais tínhamos que tirar as sujeiras depositadas pela ação natural das necessidades fisiológicas, o que sempre fizemos com amor, não tínhamos máquina de lavar, e isto nos obrigava a muitas vezes enfrentar um tanque com água gelada, em pleno inverno. Mas tudo isso fazia parte de uma história bonita, da qual não mudaríamos nada se preciso fosse revivê-la desde o princípio.
Devo esclarecer que lá no passado longínquo, quando a Neida e eu éramos apenas namorados, já faziam parte dos nossos sonhos e planos dois filhos não biológicos, que seriam acolhidos, oportunamente, e sob as graças dos Céus, como filhos de nossas almas. E fomos assim abençoados com cinco joias preciosas, que só nos têm proporcionado alegrias e um profundo orgulho, por serem todos tão amorosos e de índole própria tão boa. Embora as dificuldades por que passamos, dando-lhes, muitas vezes, condições um tanto modestas de desenvolvimento no campo educativo, prevaleceu em cada um deles o valor moral e a vontade própria, que os fez e faz seguir suas jornadas de crescimento pessoal, com galhardia, o que nos enche de felicidade e gratidão.
O Dúdi está quase completando 18 anos e a Ana completa 26 anos, neste 2014. Só para adiantar um pouco do que ainda tem pela frente dessa história tão linda, ele está aqui conosco, trabalhando e estudando, enquanto ela está, neste momento, em Brasília, já formada em Museologia e em Conservação e Restauro (duas faculdades), sendo mestra em Arqueologia. Isto, graças, primeiramente, ao grande auxílio recebido da mana Sílvia e do cunhado Marcos, que a abrigaram por largo tempo em sua casa, em Pelotas, além de proporcionar-lhe os meios necessários, financeiramente, para que pudesse preparar-se para o vestibular e manter as despesas concernentes aos cursos realizados, e, depois, ao seu esforço próprio, indo morar com um grupo de amigos e colegas de faculdade, havendo conseguido uma bolsa para o seu mestrado, sempre fazendo jus às melhores notas e enriquecendo seu currículo com experiências que se deveram igualmente ao seu excelente desempenho em concursos corajosamente enfrentados.
Não vou dizer que o convívio entre a nossa filha, sempre amada, e nós tenha sido, por todos esses anos, o mais perfeito "mar de rosas", pois estaria mentindo se o dissesse. A Ana Paula vivenciou um conflito interior que por muitas vezes nos causou preocupação e até uma certa angústia, porquanto o que mais queríamos era que ela se sentisse feliz e isto parecia-nos, em dados momentos, não acontecer.
Mas, como nada está fora do lugar e do tempo certo, já ao final do ano passado ela conseguiu estabelecer contato com a mãe e o irmão biológicos, Regina e Andriego, passando a se relacionar afetivamente com ambos e com o restante da família materna, o que foi da maior relevância em sua vida. De lá para cá, parece-nos que ela está bem mais feliz, mais segura, mais completa, não obstante o mesmo amor continue nos unindo e até com laços mais fortes, pois aprendemos que os nossos sentimentos só se multiplicam quando ocorre serem divididos.
Devo dizer que temos um carinho muito especial pela Regina e que sempre esperamos por esta oportunidade de dividir com ela o amor da nossa filha querida.
Quanto ao Carlos Eduardo, é uma outra história, que aqui ainda não me cabe explorar. Só temos que deixar que o tempo nos mostre os caminhos que ele mesmo irá seguir daqui para a frente, já que tudo está em paz, mas sabemos que ele também tem a sua personalidade toda própria, e que ela o guiará às conquistas pessoais. Assim como os irmãos, trata-se de pessoa digna, de coração muito bom e com um projeto de vida voltado para o bem, para o lado positivo. Todos desejamos-lhe um futuro de grandes conquistas pessoais, e, no que depender de cada um de nós, pais, irmãos e cunhados, ele será sempre um importante membro deste grupo, que caminha lado a lado sob aquele antigo lema dos mosqueteiros: "Um por todos e todos por um", respeitando-se as individualidades.
O que posso dizer, e o faço com o coração transbordante de emoção, é que somos uma família e que a nossa família é maravilhosa, simples assim. Valeu "meus amores". ///
Não vou dizer que o convívio entre a nossa filha, sempre amada, e nós tenha sido, por todos esses anos, o mais perfeito "mar de rosas", pois estaria mentindo se o dissesse. A Ana Paula vivenciou um conflito interior que por muitas vezes nos causou preocupação e até uma certa angústia, porquanto o que mais queríamos era que ela se sentisse feliz e isto parecia-nos, em dados momentos, não acontecer.
Mas, como nada está fora do lugar e do tempo certo, já ao final do ano passado ela conseguiu estabelecer contato com a mãe e o irmão biológicos, Regina e Andriego, passando a se relacionar afetivamente com ambos e com o restante da família materna, o que foi da maior relevância em sua vida. De lá para cá, parece-nos que ela está bem mais feliz, mais segura, mais completa, não obstante o mesmo amor continue nos unindo e até com laços mais fortes, pois aprendemos que os nossos sentimentos só se multiplicam quando ocorre serem divididos.
Devo dizer que temos um carinho muito especial pela Regina e que sempre esperamos por esta oportunidade de dividir com ela o amor da nossa filha querida.
Quanto ao Carlos Eduardo, é uma outra história, que aqui ainda não me cabe explorar. Só temos que deixar que o tempo nos mostre os caminhos que ele mesmo irá seguir daqui para a frente, já que tudo está em paz, mas sabemos que ele também tem a sua personalidade toda própria, e que ela o guiará às conquistas pessoais. Assim como os irmãos, trata-se de pessoa digna, de coração muito bom e com um projeto de vida voltado para o bem, para o lado positivo. Todos desejamos-lhe um futuro de grandes conquistas pessoais, e, no que depender de cada um de nós, pais, irmãos e cunhados, ele será sempre um importante membro deste grupo, que caminha lado a lado sob aquele antigo lema dos mosqueteiros: "Um por todos e todos por um", respeitando-se as individualidades.
O que posso dizer, e o faço com o coração transbordante de emoção, é que somos uma família e que a nossa família é maravilhosa, simples assim. Valeu "meus amores". ///
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